Denzinger · DH 3625

DH 3625

Quando a autoridade legítima prescreve algo de modo certo, ninguém pode licitamente negligenciar o prescrito porque não lhe apraz: ao contrário, cada um deve submeter o seu parecer à autoridade à qual está sujeito e lhe obedecer por dever de consciência. Igualmente, na Igreja, nenhuma pessoa privada se comporte como mestre, seja ao publicar livros ou jornais, seja ao fazer pronunciamentos públicos. Todos sabem a quem Deus confiou o magistério na Igreja; só com este, portanto, esteja o direito integral de pronunciar-se livremente quando quiser; os outros têm o dever de obedecer ao que fala e de dar ouvido ao que é dito. Mas naquelas coisas que, salva a fé a disciplina e não havendo intervenção da Sé Apostólica, estão abertas à discussão de ambas as partes, a todos é lícito manifestar e defender o seu sentir. Exclua-se, porém, destas disputas toda intemperância verbal, que pode causar graves danos à caridade; cada um defenda livre, mas modestamente sua opinião; e não julgue ser-lhe permitido acusar de fé suspeita ou de disciplina faltosa, só por este fato, os que tenham opinião contrária. A fé católica é de tal natureza que nada se lhe pode acrescentar nem tirar; ou se professa integralmente ou se rejeita totalmente. e a prática da religião

Latim

Ubi potestas legitima quid certo praeceperit, nemini fas esto negligere praeceptum, propterea quia non probetur sibi: sed quod cuique videatur, id quisque subiiciat eius auctoritati, cui subest, eique ex officii conscientia pareat. Item nemo privatus, vel libris diariisve vulgandis vel sermonibus publice habendis, se in Ecclesia pro magistro gerat. Norunt omnes, cui sit a Deo magisterium Ecclesiae datum: huic igitur integrum ius esto pro arbitratu loqui, cum voluerit; ceterorum officium est, loquenti religiose obsequi dictoque audientes esse. In rebus autem, de quibus, salva fide ac disciplina, – cum Apostolicae Sedis iudicium non intercesserit – in utramque partem disputari potest, dicere, quid sentiat idque defendere, sane nemini non licet. Sed ab his disputationibus omnis intemperantia sermonis absit, quae graves afferre potest offensiones caritati; suam quisque tueatur libere quidem, sed modeste, sententiam; nec sibi pu[577] tet fas esse, qui contrariam teneant, eos, hac ipsa tantum causa, vel suspectae fidei arguere vel non bonae disciplinae. … Vis et natura catholicae fidei est eiusmodi, ut nihil ei possit addi, nihil demi: aut omnis tenetur aut omnis abiicitur. O progresso da ciência

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