DH 3733
(O c o n t r a t o s a l a r i a l n ã o é i n j u s t o p o r n a t u r e z a .) E primeiramente, os que dizem ser injusto por índole o contrato de compra e venda do 808 trabalho e, por isso, pretendem substituí-lo por uma contrato de sociedade, seguramente falam coisa absurda e gravemente caluniam nosso predecessor, cuja encíclica não só admite o “regime de salariado”, mas se estende longamente em regulá-lo segundo as normas da justiça 1 . Estimamos, contudo, que estaria mais de acordo com as circunstâncias atuais da sociedade humana se, na medida do possível, o contrato de trabalho fosse suavizado de algum modo pelo contrato de sociedade. … Deste modo, os operários e funcionários se tornam sócios na propriedade ou na gestão, ou participam até certo ponto nos lucros obtidos.
[199] (S a l a r i a t u s n o n v i s u a i n i u s t u s .) Ac primum quidem, qui operae conducendae locandaeque contractum vi sua iniustum ac proinde in eius locum societatis contractum sufficiendum esse pronuntiant, absona profecto dicunt et prave calumniantur Decessorem Nostrum, cuius Litterae Encyclicae “salariatum” non solum recipiunt, sed in eo ad normas iustitiae regendo diutius versantur 1 . Hodiernis tamen humanae consortionis condicionibus consultius fore reputamus, si, quoad eius fieri possit, contractus operae per societatis contractum aliquantum temperetur. … Ita operarii officialesque consortes fiunt dominii vel curationis, aut de lucris perceptis aliqua ratione participant.