DH 3825
Se o Concílio de Trento [*1506] ordenou que a Vulgata fosse a tradução latina “que todos usassem como autêntica”, primeiro, este decreto, como todos sabem, só vale para a Igreja latina e para o uso público da Escritura; depois, em nada diminui a autoridade e valor dos textos originais. De fato, não se tratava então dos textos originais, mas das traduções latinas que naquele tempo corriam, entre as quais o concílio justamente decretou se preferisse a que “pelo longo uso de tantos séculos na mesma Igreja estava já de fato aprovada”.
Quod autem Vulgatam Tridentina Synodus [cf. *1506] esse voluit latinam conversionem, “qua omnes pro authentica uterentur”, id quidem, ut omnes norunt, latinam solummodo respicit Ecclesiam, eiusdemque publicum Scripturae usum, ac nequaquam, procul dubio, primigeniorum textuum auctoritatem et vim minuit. Neque enim de primigeniis textibus tunc agebatur, sed de latinis quae illa aetate circumferebantur conversionibus, inter quas idem Concilium illam iure praeferendam edixit, quae “longo tot saeculorum usu in ipsa Ecclesia probata est”.