DH 3858
3. Ora, é conhecido a todos que os sacramentos da Nova Lei, como signos sensíveis e eficientes da graça invisível, devem e significar a graça que produzem, e produzir a <graça> que significam. Os efeitos que devem ser produzidos e portanto significados pela sagrada ordenação do diaconado, presbiterado e episcopado, a saber, o poder e a graça, se encontram suficientemente significados em todos os ritos da Igreja universal de todos os tempos e regiões pela imposição das mãos e as palavras que a determinam. Além disso, ninguém ignora que a Igreja Romana sempre considerou válidas as ordens conferidas 846 pelo rito grego sem a entrega dos instrumentos, de sorte que no próprio Concílio de Florença, quando se celebrou a união dos gregos com a Igreja Romana, de modo algum se impôs aos gregos que mudassem o rito da ordenação ou lhe acrescentassem a entrega dos instrumentos; mais, a Igreja quis que na própria Urbe <de Roma> fossem ordenados os gregos segundo seu próprio rito. Daí se deduz que nem mesmo segundo o sentir do Concílio de Florença [cf. *1326] se requer p o r vo n t a d e d o próprio Senhor nosso, Jesus C ri s to a e n t r ega d o s i n s - trumentos para a substância e validade deste sacramento. E se, alguma vez, por vontade e prescrição da Igreja essa <entrega> tem sido necessária para a validade, todos sabem que a Igreja tem poder para mudar e derrogar o que ela estabeleceu.
3. Constat autem inter omnes Sacramenta Novae Legis, utpote signa sensibilia atque gratiae invisibilis efficientia, debere gratiam et significare quam efficiunt et efficere quam significant. Iamvero effectus, qui sacra Diaconatus, Presbyteratus et Episcopatus Ordinatione produci ideoque significari debent, potestas scilicet et gratia, in omnibus Ecclesiae universalis diversorum temporum et regionum ritibus sufficienter significati inveniuntur manuum impositione et verbis eam determinantibus. Insuper nemo est qui ignoret Ecclesiam Romanam semper validas habuisse Ordinationes graeco ritu collatas absque instrumentorum traditione, ita ut in ipso Concilio Florentino, in quo Graecorum cum Ecclesia Romana unio peracta est, minime Graecis impositum sit, ut ritum Ordinationis mutarent vel illi instrumentorum traditionem insererent: immo voluit Ecclesia ut in ipsa Urbe Graeci secundum proprium ritum ordinarentur. Quibus colligitur, etiam secundum mentem ipsius Concilii Florentini [cf. *1326], traditionem instrumentorum non ex ipsius Domini Nostri Iesu C h r i s t i v o l u n t a t e ad s u b s t a n t i a m et ad va l i d i t a t e m huius Sacramenti r e q u i r i . Quod si ex Ecclesiae voluntate et praescripto eadem aliquando fuerit necessaria ad valorem quoque, omnes norunt Ecclesiam quod statuit etiam mutare et abrogare valere.