DH 3914
Todavia, a beatíssima Virgem Maria deve ser proclamada rainha não só pela sua maternidade divina, mas ainda porque pela vontade de Deus exerceu um papel exímio na obra de nossa salvação. “Que pode haver mais doce e mais suave do que pensar … que Cristo impera, não só por direito de natureza, mas também adquirido, a saber, o da redenção?” [*3676] … Pois bem, ao realizar-se esta obra da redenção, a beatíssima Virgem Maria decerto foi intimamente associada a Cristo … . De fato, “como Cristo por nos ter remido, a título particular é Senhor e Rei nosso, assim também a bem-aventurada Virgem, 869 pelo singular concurso prestado à nossa redenção, subministrando sua substância e oferecendo-o voluntariamente por nós, desejando, pedindo e procurando de modo singular a nossa salvação” 1 .
Attamen beatissima Virgo Maria non tantum ob divinam suam maternitatem Regina est dicenda, sed etiam, quia ex Dei voluntate in aeternae salutis nostrae opere eximias habuit partes. “Quid possit iucundius nobis suaviusque ad cogitandum accidere … quam Christum nobis iure non tantum nativo, sed etiam acqui[634]sito, scilicet redemptionis imperare?” [*3676] … Iamvero in hoc perficiendo redemptionis opere beatissima Virgo Maria profecto fuit cum Christo intime consociata … . Etenim, “sicut Christus eo quod nos redemit, speciali titulo Dominus est ac Rex noster, ita et beata Virgo, propter singularem modum, quo ad nostram redemptionem concurrit, et substantiam suam ministrando, et illum pro nobis voluntarie offerendo, nostramque salutem singulariter desiderando, petendo, procurando” 1 .