Denzinger · DH 3961

DH 3961

Pertence ainda aos direitos da pessoa a liberdade de prestar culto a Deus, de acordo com os retos ditames da própria consciência, e de professar a religião, privada e publicamente 1 . Com efeito, ensina claramente Lactâncio, “fomos criados com a finalidade de prestarmos justas e devidas honras a Deus, que nos criou, e de só a ele conhecermos e seguirmos. Por este vínculo de piedade estamos unidos e ligados a Deus, donde deriva o próprio nome de religião” 2 . Sobre o mesmo assunto, Nosso Predecessor de imortal memória Leão XIII assim se expressa: “Esta verdadeira liberdade digna dos filhos de Deus, que protege da maneira mais nobre a dignidade da pessoa humana, está acima de toda violência e opressão, e sempre foi aos olhos da Igreja desejada e imensamente cara. Foi tal liberdade que constantemente reivindicaram para si os Apóstolos, sancionaram nos seus escritos os apologetas, consagraram pelo próprio sangue um sem-número de mártires” 3 .

Latim

In hominis iuribus hoc quoque numerandum est, ut et Deum, ad rectam conscientiae suae normam, venerari possit, et religionem privatim et publice profiteri 1 . Etenim, quemadmodum praeclare docet Lactantius, “hac condicione gignimur, ut generanti nos Deo iusta et debita obsequia praebeamus, hunc solum noverimus, hunc sequamur. Hoc vinculo pietatis ob[261]stricti Deo et religati sumus, unde ipsa religio nomen accepit” 2 . Qua de eadem re Decessor Noster imm. mem. Leo XIII haec asseverat: “Haec quidem vera, haec digna filiis Dei libertas, quae humanae dignitatem personae honestissime tuetur, est omni vi iniuriaque maior: eademque Ecclesiae semper optata ac praecipue cara. Huius generis libertatem sibi constanter vindicavere Apostoli, sanxere scriptis Apologetae, Martyres ingenti numero sanguine suo consecravere” 3 .

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