Denzinger · DH 397

DH 397

Segundo a fé católica cremos também que, depois de ter recebido a graça pelo batismo, todos os batizados, com o auxílio e a cooperação de Cristo, podem e devem cumprir quanto diz respeito à salvação da alma, se quiserem se comportar segundo a fé. Ao contrário, não só não acreditamos que pelo divino poder alguns tenham sido predestinados ao mal, mas, se há alguns que querem crer em tamanho mal, com toda a reprovação lhes dizemos: anátema! Professamos e cremos também, para <nossa> salvação, que em cada boa obra não somos nós a iniciar, sendo depois ajudados pela misericórdia de Deus, mas que ele, sem que preceda algum mérito bom, nos inspira antes de tudo a fé e o amor a ele, para que, de uma parte, procuremos com fé o sacramento do batismo e, de outra, depois do batismo, com seu auxílio possamos cumprir o que lhe agrada. Por isso, evidentissimamente, é preciso crer que tão admirável fé – seja a do ladrão que o Senhor chamou para a pátria do paraíso [Lc 23 43], seja a do centurião Cornélio, a quem foi mandado um anjo do Senhor [At 10,3], seja a de Zaqueu, que mereceu acolher o próprio Senhor [Lc 19,6] – não vem da natureza, mas foi doada pela generosidade da graça divina. set. 530 – 17 out. 532 Cesário de Arles, 25 jan. 531 CpChL 148A (1963) 66-68 / cf. também as edições (em parte 8, 735D-736D. 146 II Sínodo de Orange

Latim

Hoc etiam secundum fidem catholicam credimus, quod post acceptam per baptismum gratiam omnes baptizati, Christo auxiliante et cooperante, quae ad salutem animae pertinent, possint et debeant, si fideliter laborare voluerint, adimplere. Aliquos vero ad malum divina potestate praedestinatos esse, non solum non credimus, sed etiam, si sunt, qui tantum mali credere velint, cum omni detestatione illis anathema dicimus. Hoc etiam salubriter profitemur et credimus, quod in omni opere bono non nos incipimus, et postea per Dei misericordiam adiuvamur, sed ipse nobis nullis praecedentibus bonis meritis et fidem et amorem sui prius inspirat, ut et baptismi sacramenta fideliter requiramus, et post baptismum cum ipsius adiutorio ea, quae sibi sunt placita, implere possimus. Unde manifestissime credendum est, quod et illius latronis, quem Dominus ad paradisi patriam revocavit [Lc 23,43], et Cornelii centurionis, ad quem angelus Domini missus est [Act 10,3], et Zachaei, qui ipsum Dominum suscipere meruit [Lc 19,6], illa tam admirabilis fides non fuit de natura, sed divinae gratiae largitate donata. BONIFÁCIO II: 22 398-400: Carta “Per filium nostrum”, ao bispo Ed.: G. Morin, l. c. ad *370°, 67-69 / C. de Clercq: precisando de correção) PL 65, 31C-33B 45, 1790s / MaC Confirmação do

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