DH 4206
6. Pela revelação divina quis Deus manifestar e comunicar a si mesmo e aos decretos eternos de sua vontade acerca da salvação dos homens, “para fazêlos participar dos bens divinos, que superam inteiramente a capacidade da mente humana” 1 . Este sagrado Sínodo professa que “Deus, princípio e fim de todas as coisas, pode ser conhecido com certeza pela luz natural da razão humana a partir das coisas criadas” [cf. Rm 1,20]; mas ensina também que se deve atribuir à sua revelação que por todos “possa ser conhecido facilmente, com firme certeza e sem mistura de erro, aquilo que nas coisas divinas não é inacessível à razão humana, mesmo na presente condição do gênero humano” 2 .
6. Divina revelatione Deus Seipsum atque aeterna voluntatis suae decreta circa hominum salutem manifestare ac communicare voluit, “ad participanda scilicet bona divina, quae humanae mentis intelligentiam omnino superant” 1 . Confitetur Sacra Synodus, “Deum, rerum omnium principium et finem, naturali humanae rationis lumine e rebus creatis certo cognosci posse“ [cf. Rm 1,20]; eius vero revelationi tribuendum esse docet, [820] “ut ea, quae in rebus divinis humanae rationi per se impervia non sunt, in praesenti quoque generis humani conditione ab omnibus expedite, firma certitudine et nullo admixto errore cognosci possint” 2 .