Denzinger · DH 4690

DH 4690

6. … As fontes da dignidade do trabalho devem ser procuradas, sobretudo, não na sua dimensão objetiva, mas na sua dimensão subjetiva. Em tal concepção quase desaparece o próprio fundamento da antiga diferenciação das pessoas em classes, segundo o gênero de trabalho que eles faziam. Isto não quer dizer que o trabalho humano não possa e não deva ser de algum modo valorizado e qualificado de um ponto de vista objetivo. Quer dizer somente que o primeiro fundamento do valor do trabalho é o próprio homem, que é o seu sujeito. … E com isto se relaciona imediatamente uma conclusão muito importante e de índole ética: embora 1106 seja verdade que o ser humano está destinado e é chamado ao trabalho, contudo, antes de mais nada “o trabalho é para o homem, não o homem para o trabalho”. E por esta conclusão somos levados a reconhecer, com razão, a preeminência do significado subjetivo do trabalho sobre o seu significado objetivo. Partindo deste modo de entender as coisas e supondo que diversos trabalhos realizados pelos homens podem ter um maior ou menor valor objetivo, procuramos todavia pôr em evidência que cada um deles se mede sobretudo pelo critério da dignidade do próprio sujeito do trabalho, isto é, da pessoa, do homem que o executa.

Latim

6. … [591] … Fontes igitur dignitatis laboris ante omnia in eius ratione non obiectiva sed subiectiva sunt exquirendi. Si de hac re ita sentitur, fundamentum ipsum paene evanescit, cui inhaerentes veteres in varios ordines homines secundum genus laboris ab iis patrati dividebant. Inde tamen non consequitur ut opus humanum, obiectiva ipsius ratione spectata, non possit neque debeat ullo modo comprobari atque extolli. Id solum est dicendum primarium fundamentum momenti laboris esse hominem ipsum, qui eius est subiectum. … Quocum ilico haec conclusio magni ponderis et indolem prae se ferens ethicam conectitur: quamvis verum sit hominem ad opus faciendum natum esse vocatumque, tamen prae primis “labor inservit homini, non homo labori”. Hac ipsa conclusione merito adducimur ut praestantissimam significationem subiectivam, sensui obiectivo antecellentem, agnoscamus. Rem ita animo concipientes atque ponentes in variis operibus ab homine factis maiorem aut minorem inesse vim obiectivam, volumus tamen aperte affirmare unumquemque laborem aestimandum esse pro dignitate, quae propria sit ipsius subiecti eiusdem laboris, id est personae seu hominis opus illud facientis. O capitalismo

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