Denzinger · DH 475

DH 475

Daí se diz também que só o Pai <o> conhece, já que o Filho, consubstancial a ele por sua natureza, pela qual está acima dos anjos, há como saber o que os anjos ignoraram. Isso se pode compreender também de maneira mais precisa, no sentido de que o Unigênito, encarnado e feito homem perfeito em prol de nós, conhecia o dia e a hora do juízo na natureza da humanidade, todavia não o conhecia <a partir> da natureza da humanidade. Assim, o que conhecia dentro desta, não o conhecia por esta, pois o Deus feito homem conhecia o dia e a hora do juízo mediante o poder da sua divindade. … A ciência, portanto, que ele não teve da natureza da humanidade, pela qual junto com os anjos ele foi criatura, com os anjos que são criaturas ele a 170 negou ter. Portanto, o Deus e homem conhece o dia e a hora do juízo, mas isto, porque Deus é homem.

Latim

Unde et Pater solus dicitur scire, quia consubstantialis ei Filius ex eius natura, qua est super angelos, habet ut hoc sciat, quod angeli ignorant. Unde et hoc intelligi subtilius potest, quia incarnatus Unigenitus factusque pro nobis homo perfectus in natura quidem humanitatis novit diem et horam iudicii, sed tamen hunc non ex natura humanitatis novit. Quod ergo in ipsa novit, non ex ipsa novit, quia Deus homo factus diem et horam iudicii per deitatis suae potentiam novit. … Itaque scientiam, quam ex humanitatis natura non habuit, ex qua cum angelis creatura fuit, hanc se cum angelis, qui creaturae sunt, habere denegavit. Diem ergo et horam iudicii scit Deus et homo; sed ideo, quia Deus est homo.

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