Denzinger · DH 4811

DH 4811

28. Ao mesmo tempo, também entrou em crise a própria concepção “econômica” ou “economicista” ligada ao termo “desenvolvimento”. Hoje, de fato, compreende-se melhor que a mera acumulação de bens e de serviços, mesmo em benefício da maioria, ad não basta para realizar a felicidade humana. E, por conseguinte, também a disponibilidade dos multíplices benefícios reais, trazidos nos últimos tempos pela ciência e pela técnica, incluindo a assim cha- 1137 mada “informática”, não comporta a libertação de toda e qualquer forma de escravidão. A experiência dos anos mais recentes demonstra, pelo contrário, que os recursos e potencialidades à disposição do homem se voltam contra ele para o oprimir, se não forem regidos por um juízo moral e por uma orientação ao verdadeiro bem da humanidade. Parece altamente instrutiva uma desconcertante verificação do período mais recente: ao lado das intoleráveis misérias do desenvolvimento retardado, encontramo-nos perante uma espécie de desenvolvimento exagerado, igualmente inadmissível, porque, como o primeiro, é contrário ao bem e à felicidade autêntica. Com efeito, este tipo de desenvolvimento, que consiste na excessiva disponibilidade de todo o gênero de bens materiais em favor de algumas camadas sociais, torna facilmente os homens escravos da “posse” e do gozo imediato, sem outro horizonte a não ser a multiplicação ou a substituição contínua das coisas que já se possuem, por outras ainda mais perfeitas. É o que se chama a cultura consumista, que é também a cultura do “desperdício” e do “lixo”. Um objeto que se possui, logo que superado por outro novo ou mais perfeito, é posto de lado, sem tomar em conta o possível valor permanente que ele tem em si mesmo ou para benefício de outro ser humano mais necessitado. …

Latim

28. Eodem tamen tempore in discrimen etiam ratio adducta est, quae “oeconomica” vel “oeconomistica” nuncupatur et cum verbo “progressionis” conectitur. Hodie re vera melius intellegi potest merum congestum bonorum ac ministeriorum, quamvis plerisque is faveat hominibus, non satis esse humanam felicitatem persequendam. Proindeque facultas mutiplicium beneficiorum realium, quae his proxime actis temporibus scientia et technica disciplina effecerunt, re addita, quae “informatica” dicitur, non homines ex omni eripit servitute. Ex contrario, postremorum annorum usus docet opes et potestates, quae homini ad nutum praesto sunt, in eum vertere ut opprimant, nisi regantur iudicio morali ac propensione ad verum generis humani bonum. Trepida cognitio recentissimi temporis perquam idonea ad docendum videtur: prope miserias tardatae progressionis, quae accipi non possunt, nimia quaedam progressio adest, eademque pariter reicienda, quia, sicut prior, ita et altera est bono veraeque felicitati adversa. Nimia enim eiusmodi progressio, quae in supervacanea consistit abundantia omnis generis rerum corporearum pro quibusdam hominum coetibus, facile efficit ut homines et “possessioni” et immediatae voluptati serviant neque alio spectent, nisi ad res multiplicandas aliasve vel perfectiores pro iis, quas iam possederint, substituendas. Is est qui dicitur civilis cultus rerum consumendarum cupidus, qui idem et “reiciendorum” et “purgamentorum” est cultus. Res, quae possidetur, directo seponitur simul atque nova aut perfectiore superatur, neglecta utilitate perenni fortasse illius propria aut in commodum egentioris hominis convertenda. …

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