Denzinger · DH 4913

DH 4913

49. Para superar a mentalidade individualista hoje difundida, requer-se um concreto empenho de solidariedade e caridade que tem início no seio da família com o apoio mútuo dos esposos, e depois com os cuidados que os descendentes se prestam entre si. … É urgente promover não apenas políticas para a família, mas também políticas sociais que tenham como principal objetivo a família, ajudando-a, mediante a atribuição de recursos adequados e de instrumentos eficazes de apoio quer na educação dos filhos quer no cuidado dos anciãos, evitando o seu afastamento do núcleo familiar e reforçando os laços entre as gerações 1 . Além da família, também outras sociedades intermédias desenvolvem funções primárias e constróem específicas redes de solidariedade. Estas, de fato, maturam como comunidades reais de pessoas e dinamizam o tecido social, impedindo-o de cair no anonimato e na massificação, infelizmente freqüente na sociedade moderna. É na múltipla atuação de relações que vive a pessoa e cresce a “subjetividade da sociedade”. O indivíduo é hoje muitas 1167 vezes sufocado entre dois pólos: o Estado e o mercado. Às vezes dá a impressão de que ele existe apenas como produtor e consumidor de mercadorias ou então como objeto da administração do Estado, enquanto se esquece que a convivência humana não se reduz ao mercado nem ao Estado, já que a pessoa possui em si mesma um valor singular, ao qual devem servir o Estado e o mercado. O ser humano é, acima de tudo, um ser que procura a verdade e se esforça por vivê-la e aprofundá-la num diálogo contínuo que envolve os tempos passados e futuros 2 .

Latim

49. … [855] Ut mens autem suis ipsius finibus saepta quae nuper invaluit evincatur, solidum solidarietatis officium requiritur et caritatis quod intra familiam ex mutuo scilicet coniugum adiumento initium ducit, deinde ex cura quam inter se adhibent suboles. … Instat igitur omnino illud: ut de familia ratio politica promoveatur itemque de societate, in qua ipsa familia principem obtineat locum quam convenientibus subsidiis efficientibusque instrumentis fulciri oportet, sive in liberis instituendis sive in senibus curandis, declinata eorum de familia expulsione et inter aetates vinculis necessitudinum confirmatis 1 . Extra familiam vero, primas partes agunt nexusque aptant proprios solidarietatis aliae interpositae societates. Suo etenim fungentes munere, omnes hae societates veluti personarum communitates adolescunt quae veluti nervos socialis corporis paene texunt prohibentes quominus in ignota illud decidat et inter multitudines sine nomine misceatur, id quod tamen in hodierna societate percrebro, proh dolor, accidit. Inter necessitudinum nexus persona aetatem agit et “societatis subiectivitas” invalescit. Hodie homo saepe a duobus coangustatur lateribus, Civitate scilicet et mercatu. Tamquam enim solus rerum effector exstare interdum videtur et consumptor mercium vel Civitatis subiectum administrationis, dum illud ex animo excidit: hominum convictum neque ad mercatum referri neque ad Civitatem, cum in se collocet ipse peculiare bonum, cui tum a Civitate tum mercatu est serviendum. Is quidem [856] est homo qui ante omnia veritatem perquirat quique similiter vivendo eandem complere contendat eandemque altius percipere dialogo nempe cum praeteritis usque instituto ac venturis saeculis 2 .

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