Denzinger · DH 4914

DH 4914

52. … Nós mesmos, por ocasião da recente guerra dramática no Golfo Pérsico, repetimos o grito: “Guerra nunca mais”! Nunca mais a guerra, que destrói a vida dos inocentes, que ensina a matar e igualmente perturba a vida dos assassinos, que deixa atrás de si um rastro de rancores e ódios, tornando mais difícil a justa solução dos próprios problemas que a provocaram! Como dentro dos Estados chegou finalmente o tempo em que o sistema da vingança privada e da represália foi substituído pelo império da lei, do mesmo modo é agora urgente que um progresso semelhante tenha lugar na comunidade das nações. Não se deve esquecer também que, na raiz da guerra, geralmente há reais e graves razões: injustiças sofridas, frustração de legítimas aspirações, miséria e exploração de multidões humanas desesperadas, às quais não se oferece possibilidade real de melhorar as suas condições pelos caminhos da paz. . Por isso, o outro nome da paz é desenvolvimento 1 .

Latim

[857] 52. … Nos autem Persici Sinus ingruente atroci bello ipsi iterum clamavimus: “Numquam amplius bellum”! Minime, iam numquam bellum, innocentium vitam quod de[858]mit, quod docet necare et vitam pariter interfectorum evertit, quod odium et simultates continuas post se relinquit, quod denique quaestiones difficilius reddit expediendas ex quibus idem bellum ortum est! Quem ad modum vero in singulis Civitatibus iam in locum privatae ultionis et clarigationis imperium legis ipsius suffectum est, ita tempus pariter instat ut in Communitate Nationum talis progressus augeatur. Non est autem obliviscendum bellum plerumque ex gravibus verisque rationibus exsistere: hae sunt iniuriae quas homines patiuntur, legitimarum petitionum deceptiones, egestas et multitudinum ab omni spe deiectarum abusio, quibus per pacis semitas progrediendi et proficiendi facultas non datur. Hac de causa alterum pacis nomen est progressio 1

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