DH 533
(36) Cremos que destas três pessoas só a pessoa do Filho assumiu, em prol da libertação do gênero humano, um verdadeiro homem, sem pecado, da santa e imaculada Virgem Maria, pela qual foi gerado numa ordem nova, num novo nascimento; numa ordem nova, já que, invisível na sua divindade, se mostra visível na carne; num novo nascimento ele foi gerado, já que a virgindade intacta e desconheceu o coito viril e, fecundada pelo Espírito Santo, subministrou a matéria da carne. (37) Este parto da 194 Virgem não pode ser compreendido pela razão e em nada pode ser exemplificado; porque, se pudesse ser compreendido pela razão, não seria maravilhoso; se em algo pudesse ser exemplificado, não seria singular 1 . (38) Todavia, não se deve crer, porque Maria concebeu sob a sombra do Espírito Santo, que o Espírito Santo seja o Pai do Filho, para não parecermos afirmar que o Filho tem dois pais, o que certamente seria inadmissível dizê-lo.
(36) De his tribus personis solam Filii personam pro liberatione humani generis hominem verum sine peccato de sancta et immaculata Maria Virgine credimus assumpsisse, de qua novo ordine novaque nativitate est genitus; novo ordine, quia invisibilis divinitate, visibilis monstratur in carne; nova autem nativitate est genitus, quia intacta virginitas et virilem coitum nescivit et foecundatam per Spiritum Sanctum carnis materiam ministravit. (37) Qui partus Virginis nec ratione colligitur, nec exemplo monstratur; quod si ratione colligitur, non est mirabile; si exemplo monstratur, non erit singulare 1 . (38) Nec tamen Spiritus Sanctus Pater esse credendus est Filii, pro eo quod Maria eodem Spiritu Sancto obumbrante concepit: ne duos patres Filii videamur asserere, quod utique nefas est dici.