Denzinger · DH 568

DH 568

(Art. 1) Cremos e professamos, como autora e conservadora de todas as criaturas que estão contidas na tríplice construção do mundo, a indivisa Trindade; (2) isto é, o Pai, que é fonte e origem de toda a divindade; o Filho, que é a plena imagem de Deus, por causa da unidade nele expressa com a glória do Pai, tendo sido gerado inefavelmente, antes de todos os séculos, do íntimo do Pai; e o Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho, sem início algum. (3) Se bem que estes três sejam separados pela distinção das pessoas, não são, porém, jamais divididos na majestade do poder: a sua divindade, de fato, é dada a conhecer como de igualdade inseparável. E, se bem que o Pai tenha gerado o Filho, nem por isso o Filho é o mesmo que o Pai, nem o Pai o mesmo que o Filho; mas também o Espírito Santo não é nem o Pai nem o Filho, mas só o Espírito do Pai e do Filho, também ele igual ao Pai e ao Filho. (4) Não se deve absolutamente crer que nesta santa Trindade haja alguma coisa de criado, servo e servidor; nem se deve afirmar que alguma vez lhe tenha sobrevindo algo de adventício ou tenha sido subintroduzido algo que, pelo que consta, antes não o tivesse. … (6) Se bem que nestas pessoas, no que são em relação a si mesmas, não possa ser encontrada divisão alguma, há todavia, no que concerne à distinção, alguma coisa que pode respeitar especialmente a cada pessoa em particular, a saber, que o Pai não teve origem de ninguém, que o Filho existe 209 porque o Pai gera e que o Espírito Santo procede da unidade do Pai e do Filho. (10) E quando dizemos isto, não confundimos as propriedades das pessoas, nem separamos a unidade da substância; e também não devemos crer que nesta santa Trindade algo seja maior ou menor, nem que algo seja imperfeito e mutável. …

Latim

(art. 1) Credimus et confitemur omnium creaturarum, quae trinis rerum machinis continentur, auctricem atque conservatricem individuam Trinitatem: (2) id est Patrem, qui est totius fons et origo divinitatis; Filium, qui est plena imago Dei propter expressam in se paternae claritatis unionem, ante omnium saeculorum eventum ex Patris intimo ineffabiliter genitus; Spiritum vero Sanctum ex Patre Filioque absque aliquo initio procedentem. (3) Qui tres, quamquam personarum secernantur distinctione, numquam tamen separantur potentiae maiestate: inseparabilis nempe aequalitatis eorum insinuatur divinitas. Et tamen, quamvis Pater genuerit Filium, nec ideo Filius sit idem qui Pater, neque Pater sit ipse qui Filius, sed nec Spiritus Sanctus Pater sit Filiusque, sed tantum Patris Filiique Spiritus eidem Patri et Filio etiam ipse coaequalis. (4) Nequaquam in hac sancta Trinitate quicquam creatum servum famulumque convenit credi, nec adventitium vel subintroductum tamquam ei aliquando acciderit, quod constet eam aliquando minime habuisse, condecet autumari. … (6) Quarum tamen personarum, quamvis in hoc, quod ad se sunt, nulla possit separabilitas inveniri, in hoc vero, quod ad distinctionem adtinet, sunt quaedam, quae specialius unicuique possint pertinere personae: scilicet, quod Pater a nullo originem sumpsit, Filius Patre generante exsistit, Spiritus quoque Sanctus ex Patris Filiique unione procedit. … (10) Et ista dicentes non personarum confundimus proprietates, nec unionem substantiae separamus; nihil etiam in eadem sancta Trinitate maius aut minus credere oportet nihilque etiam imperfectum atque mutabile. …

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