DH 630
Cân. 4. Igualmente no que diz respeito à r e d e n - ç ã o mediante o sangue de Cristo: em vista do grande erro surgido por esta questão – a ponto de alguns, como provam seus escritos, afirmarem que este <sangue> tenha sido derramado também em 228 prol daqueles ímpios que, do início do mundo até à paixão do Senhor, morreram na sua impiedade e foram punidos com a condenação eterna, contrariamente à palavra do Profeta: “Ó morte, eu serei a tua morte, ó inferno, eu serei a tua mordedura” [Os 13,14] –, decidimos que se deve sincera e fielmente sustentar e ensinar, segundo a verdade evangélica e apostólica, que consideremos este preço pago em prol daqueles dos quais o próprio Senhor diz: “Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim o Filho do homem deve ser levantado, para que cada um que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. De fato, Deus amou tanto o mundo que deu o seu Filho unigênito, para que todo que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” [Jo 3,14-16]; e o Apóstolo diz: “Cristo foi crucificado uma vez por todas, para tirar os pecados de muitos” [Hb 9,28].
Can. 4. Item de r e d e m p t i o n e sanguinis Christi, propter nimium errorem, qui de hac causa exortus est, ita ut quidam, sicut eorum scripta indicant, etiam pro illis impiis, qui a mundi exordio usque ad passionem Domini in sua impietate mortui aeterna damnatione puniti sunt, effusum eum definiant, contra illud propheticum: “Ero mors tua, o mors, morsus tuus ero, inferne” [Os 13,14]: illud nobis simpliciter et fideliter tenendum ac docendum placet iuxta evangelicam et apostolicam veritatem, quod pro illis hoc datum pretium teneamus, de quibus ipse Dominus noster dicit: “Sicut Moyses exaltavit serpentem in deserto, ita exaltari oportet Filium hominis, ut omnis, qui credit in ipso, non pereat, sed habeat vitam aeternam. Sic enim Deus dilexit mundum, ut Filium suum unigenitum daret: ut omnis, qui credit in eum, non pereat, sed habeat vitam aeternam” [Io 3,14-16], et Apostolus: “Christus”, inquit, “semel oblatus est ad multorum exhaurienda peccata” [Hbr 9,28].